Camp http://camp.org.br Uma escola de cidadania Fri, 23 Sep 2022 13:40:25 +0000 pt-BR hourly 1 Paulo Freire, 101: esperançar a utopia em 2022 http://camp.org.br/2022/09/23/paulo-freire-101-esperancar-a-utopia-em-2022/ http://camp.org.br/2022/09/23/paulo-freire-101-esperancar-a-utopia-em-2022/#respond Fri, 23 Sep 2022 13:39:09 +0000 http://camp.org.br/?p=5859 Por Selvino Heck Fonte: Brasil, de Fato/RS

“Precisamos de Paulo Freire em 2022 nos seus 101 anos. Somos freireanos quando superamos Paulo Freire e o reinventamos a cada dia, como ele mesmo disse certa vez” – Reprodução

“Não há utopia verdadeira fora da tensão entre a denúncia de um presente tornando-se cada vez mais intolerável e o anúncio de um futuro a ser criado, construído política, estética e eticamente por nós, mulheres e homens.” A afirmação acima de Paulo Freire, do Pedagogia da Esperança, marcou a mensagem do CAMP, Centro de Assessoria Multiprofissional, nos 101 anos de Paulo Freire, celebrados dia 19 de setembro de 2022.

Lula disse, em reunião com oito ex-candidatos a presidente da República no dia do aniversário de Paulo Freire: “É importante esse dia, porque se Paulo Freire fosse vivo, hoje ele estaria completando 101 anos de idade.” Quando da declaração da anistia de Paulo Freire, em 2012, a pedido da Rede TALHER de Educação Cidadã (RECID) e do Programa Escolas-Irmãs, Lula declarou: “Anistiar Paulo Freire é libertar o Brasil da cegueira moral e intelectual que levou governantes a considerarem inimigos da Pátria educadoras e educadores que queriam libertar o país da cegueira do analfabetismo” (In ´Paulo Freire, anistiado político brasileiro´, Moacir Gadotti e Paulo Abrão (org.), Brasília/São Paulo, 2012).

Minha declaração no Ato de declaração da Anistia, em nome da Presidência da República: “Paulo Freire, educador popular e cidadão do mundo, finalmente vai voltar a ser cidadão brasileiro em sentido pleno: com direito a reconhecimento formal de sua brasilidade e de sua contribuição à educação como prática da liberdade, à Pedagogia da Oprimida e do Oprimido, da Indignação e da Autonomia” (Paulo Freire, Cidadão Brasileiro, in ´Paulo Freire, anistiado político´, 2012).

O presente, tal como Paulo Freire escreveu em 1992, está cada vez mais intolerável em 2022, e precisa ser denunciado. E é cada vez mais urgente e necessário criar o futuro como utopia na atual realidade brasileira e mundial. Paulo Freire anunciaria hoje que ´um outro mundo possível´ constrói-se a cada dia com a participação de homens e mulheres, tal como anunciado no 1º Fórum Social Mundial acontecido em 2001 em Porto Alegre, terra do Orçamento Participativo.

Onde estaria Paulo Freire neste final de setembro de 2022? Estaria, com certeza, nos comícios e na rua com Lula. Estaria na rua com Olívio Dutra, ajudando na sua campanha a senador gaúcho. Estaria na rua com Edegar Pretto governador, para levá-lo ao segundo turno no Rio Grande do Sul. Estaria na rua com os candidatos populares a deputado federal e estadual. Estaria na rua com o povo brasileiro todos os dias, todo o tempo, com sua pedagogia libertadora, na luta por direitos para trabalhadoras e trabalhadores, por democracia e soberania.

Eleição é ação concreta de mobilização e organização popular. Eleição é também formação, no debate e formulação de programas de governo e projetos de sociedade. Paulo Freire e sua pedagogia são sempre formação na ação. Não só formação, não só ação, e sim formação na ação. Formando e agindo. Agindo e formando.

Precisamos de Paulo Freire em 2022 nos seus 101 anos. Somos freireanos quando superamos Paulo Freire e o reinventamos a cada dia, como ele mesmo disse certa vez. Superar Paulo Freire, num governo Lula, num governo Edegar Pretto, no Parlamento, é formar e agir, agir e formar, enfrentando a fome, a miséria e o desemprego, construindo políticas públicas com participação popular, abrindo o diálogo entre a educação formal e a não formal, a educação popular presente na sociedade e nos governos populares, fazendo acontecer a consciência cidadã.

Nos seus 101 anos, Paulo Freire tem orgulho de militantes, lutadoras e lutadores, sonhadoras e sonhadores. E está ao lado, está junto, está abraçado com quem está na rua, porque ´ninguém solta a mão de ninguém´ nesta hora da história, na eleição das nossas vidas. Paulo Freire é ENCANTAR A POLÍTICA, é ESPERANÇAR. No Rio Grande do Sul, a primavera está começando com chuva e frio. Mas logo, logo a amiga ´prima-vera´ de sempre chegará com todo esplendor, em 2 de outubro, Paulo Freire iluminando a utopia.

* Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Edição: Katia Marko

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Feira Afro Aya: fortalecendo e fomentando a Economia Solidária http://camp.org.br/2022/09/14/feira-afro-aya-fortalecendo-e-fomentando-a-economia-solidaria/ http://camp.org.br/2022/09/14/feira-afro-aya-fortalecendo-e-fomentando-a-economia-solidaria/#respond Wed, 14 Sep 2022 13:07:28 +0000 http://camp.org.br/?p=5852

O Coletivo Afro Aya, juntamente com parcerias, convida para a Feira Afro Aya dia 16 de setembro no Largo Zumbi dos Palmares, das 9h às 17h.

A feira terá Show Culturais a partir das 13hs!

 

 

 

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28ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas http://camp.org.br/2022/09/05/28a-edicao-do-grito-dos-excluidos-e-excluidas/ http://camp.org.br/2022/09/05/28a-edicao-do-grito-dos-excluidos-e-excluidas/#respond Mon, 05 Sep 2022 13:06:48 +0000 http://camp.org.br/?p=5841 28ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas acontece na próxima quarta-feira, 7 de setembro. Em Porto Alegre, a edição deste ano está programada para acontecer pela manhã, nas ruas do bairro Partenon. O dia de luta irá reunir organizações da sociedade civil, trabalhadores e trabalhadoras, representantes de movimentos sociais, pastorais sociais e comunidades.

 

“O tema permanente da campanha do Grito dos Excluídos e das Excluídas é “Vida em Primeiro Lugar”, e o lema deste ano será “Brasil, 200 anos de (in) dependência. Para quem?”. A caminhada da região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) também terá como chamada geral “Vida e Democracia: Não ao Golpe! Por Comida, Terra, Teto e Trabalho”. A atividade vai se encerrar com um ato Inter-religioso. Ao longo do trajeto, ocorrerão apresentações culturais e interação com as comunidades do entorno.

Sobre o Grito dos Excluídos

O Grito dos Excluídos e das Excluídas ocorre em todo o Brasil desde 1995. A ideia de lançar o Grito surgiu durante a 2ª Semana Social Brasileira (1993/1994), a partir de uma reflexão sobre o Brasil, as alternativas possíveis e seus/suas protagonistas. Mais do que uma articulação, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas.

Durante muitos anos, a caminhada dos excluídos e excluídas foi realizada na sequência do desfile militar do dia 7 de setembro. Desde 2019, o comitê de organização do Grito na região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) decidiu fazer o Grito rodar pelas cidades da região, sobretudo nas periferias, como uma forma de valorização das comunidades e suas lutas. Por esta razão, naquele ano, realizou a manifestação em Canoas, junto às comemorações dos 40 anos de existência da Vila Santo Operário, que marcou a luta pelo direito à terra em território urbano.

Em 2020, no cenário de pandemia que assolou o país, o Grito foi virtual, e em 2021, quando voltou a ser realizado presencialmente, voltou para Porto Alegre, sendo realizado embaixo do viaduto Dona Leopoldina.

“As comemorações oficiais do Bicentenário da Independência começaram de modo curioso, com a chegada do coração de D. Pedro I. O gesto indica uma valorização da historiografia oficial e dos ‘heróis’ que estampam monumentos pelo país. Mas, há 28 anos, um movimento se organiza para dar voz a quem não teve desde o famoso Grito do Ipiranga”, afirma texto no site oficial do Grito.”

Fonte: Brasil de Fatos/RS

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Curso Horta Comunitária http://camp.org.br/2022/09/01/curso-horta-comunitaria/ http://camp.org.br/2022/09/01/curso-horta-comunitaria/#respond Thu, 01 Sep 2022 13:33:57 +0000 http://camp.org.br/?p=5838
Grupo do curso de Horta Comunitária na Escola Santa Isabel em Viamão, cuidando da terra, gerando mudas com sustentabilidade e afeto. Aprendizados entre gerações! Assim fazemos economia solidária! 🌱🌾🌻✊🏾
Projeto Diálogos de Formação em Economia Solidária, fruto de emenda parlamentar do Deputado Federal Henrique Fontana PT.
Saiba mais do projeto, aqui.
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Feira Solidária do Morro da Cruz em defesa da Democracia http://camp.org.br/2022/08/26/feira-solidaria-do-morro-da-cruz-em-defesa-da-democracia/ http://camp.org.br/2022/08/26/feira-solidaria-do-morro-da-cruz-em-defesa-da-democracia/#respond Fri, 26 Aug 2022 12:15:03 +0000 http://camp.org.br/?p=5825

10 de setembro, das 9hs às 17hs

Ao lado da Associação, Travessa 25 de julho, 1572!

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Conheça a plataforma virtual Ponto Popular de Trabalho http://camp.org.br/2022/08/24/conheca-a-plataforma-virtual-ponto-popular-de-trabalho/ http://camp.org.br/2022/08/24/conheca-a-plataforma-virtual-ponto-popular-de-trabalho/#respond Wed, 24 Aug 2022 21:27:34 +0000 http://camp.org.br/?p=5818

DIREITO DE TRABALHAR, TRABALHAR COM DIREITOS!

plataforma Ponto Popular de Trabalho é um espaço de visibilidade e divulgação dos produtos e serviços de empreendimentos participantes do projeto Promovendo Cidadania.

O que é um Ponto Popular de Trabalho?
O Ponto Popular de Trabalho (PPT) é uma ferramenta que visa promover a organização do trabalho de forma coletiva, prezando pelos princípios socialistas, se mostrando uma possibilidade viável para trabalho de base e geração de trabalho e renda, contribuindo como alternativa para enfrentar os dilemas vividos pelos trabalhadores e trabalhadoras desempregadas, desalentados, informais, em consequência de uma política econômica que privilegia as classes dominantes em detrimento da classe trabalhadora.

Conheça os empreendimentos
O projeto Promovendo Cidade apoiou diversos empreendimentos de geração de trabalho e renda das cidades de Porto Alegre, Eldorado do Sul e Canoas. Conheça e acesse a produção destes Pontos Populares de Trabalho! Apoie trabalhadoras e trabalhadores coletivos, individuais, populares e solidários que praticam a cooperação e a Economia Solidária.

Acesse a Plataforma: https://pontopopulardetrabalho.org.br/ 

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Campanha #EuVotoContraFomeESede http://camp.org.br/2022/08/23/campanha-euvotocontrafomeesede/ http://camp.org.br/2022/08/23/campanha-euvotocontrafomeesede/#respond Tue, 23 Aug 2022 13:44:54 +0000 http://camp.org.br/?p=5812 Por Selvino Heck em 19 de Agosto de 2022
Fonte: Brasil de Fato/RS


“O Brasil voltou ao Mapa da Fome, de onde tinha saído pela primeira vez em 2014, segundo declaração da FAO/ONU” – Getty Imagens

A fome está em todos os lugares. O Brasil voltou ao Mapa da Fome, de onde tinha saído pela primeira vez em 2014, segundo declaração da FAO/ONU. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), 33,1 milhões de brasileiras e brasileiros vivem em insegurança alimentar grave, ou seja, com fome. “A pobreza chega a recorde de quase 20 milhões nas metrópoles brasileiras. Número de 19,8 milhões é o maior em uma década. O país regrediu para um patamar equivalente ao panorama de miséria e pobreza de 100 anos atrás” (Folhaonline, 08.08.2022).

“Queremos construir um país que não permita que seu povo nem passe fome, nem sede”

Em janeiro de 2022, em reunião virtual no Fórum Social das Resistências (FSR), foi discutida a urgência de articular um movimento nacional contra a fome. Em final de abril, agora em reunião presencial no Fórum Social das Resistências, em Porto Alegre, com participação de movimentos sociais e populares, SEFRAS, Serviço Franciscano de Solidariedade, primeiro inspirador e impulsionador da Frente e da Campanha, e na sua Secretaria Executiva, da Articulação Brasileira de Francisco e Clara, Colegiado de Presidentes dos Conselhos Estaduais de SSAN, MPA, Ação da Cidadania, CONSEA/RS, Movimento Fé e Política, CAMP, Banquetaço, Periferia Viva, Agentes de Pastoral Negros, Coalizão Negra por Direitos, MTD, MST, CUT, ENFOC/CONTAG, MAB, RECID, ASA, Observatório das Metrópoles, entre outras organizações e entidades, foi lançada a Frente Nacional contra a Fome e a Sede.

Junto com o apoio e articulação dos Comitês Populares contra a Fome, das Cozinhas Solidárias e Comunitárias, articuladas pela sociedade civil em todo o Brasil, essencialmente nas periferias, da Conferência Popular nacional de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, em andamento, da realização da 8ª Conferência de SSAN no Rio Grande do Sul em julho, com o tema ´A Fome voltou! Medidas Já!´, uma das iniciativas da Frente nacional contra a Fome e a Sede é a Campanha Eu Voto contra a Fome e a Sede nas eleições de 2 de outubro.

Diz o Manifesto da Frente, lançando a Campanha: “Queremos construir um país que não permita que seu povo nem passe fome, nem sede. Queremos o fortalecimento da agricultura urbana, da agricultura familiar camponês e suas produções de alimentos saudáveis com base na agroecologia. Temos o compromisso de refletir e defender projetos que promovam a dignidade humana, possibilitando o acesso a alimentos saudáveis e água potável a todas as pessoas, independente da classe social, a defesa dos nossos biomas e dos territórios dos povos das águas, do campo, das florestas e das cidades. Junto com diversas organizações, defendemos o combate a projetos que almejam aumentar a fome e a sede em nosso país. Em defesa da Soberania Alimentar: EU VOTO CONTRA A FOME E SEDE. Eu vou escolher candidatas e candidatos que vão garantir acesso à alimentação adequada e saudável para toda população brasileira!”

Este é o chamado para a ação: “Construção de Campanha popular pelo voto contra a fome e a sede; inserção em Comitês Populares organizados potencializando o acúmulo na temática da fome e da sede; articulação para ação de redes sociais com chamamento público para fortalecer a campanha.”

Por que votar contra a fome e a sede?

“Votar contra a fome e a sede fortalece a agricultura familiar urbana e camponesa; fortalece a alimentação escolar; votar contra a fome e a sede é votar contra a carestia; é garantir alimentos sem agrotóxicos; é votar na dignidade humana; é promover a agroecologia; é garantir fácil acesso da população a alimentos saudáveis e sustentáveis; é estimular a participação da sociedade civil nas políticas públicas; é apoiar políticas de transferência de renda para a população mais vulnerável; é apoiar a assistência alimentar de marmiteiros solidários e cozinhas populares; é regular os preços dos alimentos, da água e do gás a patamares adequados; é investir em educação alimentar e nutricional adequadas e saudáveis para todas e todos; é ser contra a privatização da Eletrobrás da Petrobrás.”

A Frente nacional encaminha para compromisso e assinatura de todas as candidatas e candidatos em todos os níveis em todo Brasil: “CARTA-COMPROMISSO. Eu, candidata/o…., no Estado de…, comprometo-me, no caso de ser eleita-o, a construir com o conjunto da sociedade civil organizada, movimentos sociais e os Conselhos de políticas públicas, ações legislativas e/ou executivas, e a mobilização social necessária para concretizar as proposições encampadas pela Frente Nacional contra a Fome e Sede como plataforma política apresentada no Documento ´Agenda Betinho 2022´. Dessa forma, assino a presente Carta-Compromisso. Nome e Partido da-o candidata-o. Assinatura. Local. Data. (Informações e contatos da Frente e da Campanha: Frente nacional contra a Fome e Sede; contrafomeesede@gmail.com).

O 28º Grito das-os Excluídas-os, em 7 de setembro, ´VIDA EM PRIMEIRO LUGAR´, será um momento importante de articulação da Frente e da Campanha em muitas cidades e comunidades, como no bairro Partenon, Porto Alegre, a partir das 9h (Concentração na Igreja São José do Murialdo, na rua Vital de Negreiros, 550).

É um mutirão coletivo, militante e solidário. Todas e todos comprometidos com a vida estão chamados, convocados, com fé e coragem, ante a eleição das nossas vidas: estar na rua, manhã, tarde, noite, madrugada. De novo, ENCANTAR A POLÍTICA e ESPERANÇAR.

* Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

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Carta da Economia Solidária à População Brasileira http://camp.org.br/2022/08/22/carta-da-economia-solidaria-a-populacao-brasileira/ http://camp.org.br/2022/08/22/carta-da-economia-solidaria-a-populacao-brasileira/#respond Mon, 22 Aug 2022 17:51:04 +0000 http://camp.org.br/?p=5807

Carta da Economia Solidária à População Brasileira diante da crítica conjuntura político-econômica e das Eleições de Outubro

1. Nos dias 3 e 4 de agosto de 2022, o Movimento da Economia Solidária Brasileira
realizou a VI Plenária Nacional, organizada pelo Fórum Brasileiro (FBES) e por uma
Comissão Nacional de Organização, que conta com entidades/organizações
parceiras. Essa etapa da VI Plenária, realizada de forma virtual, marca a retomada da
mobilização da Economia Solidária com a realização de plenárias locais, regionais e
estaduais em 26 unidades da Federação, nas quais participaram mais de 3 mil
pessoas. A Plenária será concluída, desta vez de forma presencial, em Brasília, no
próximo mês de novembro.
2. A grave crise econômica e financeira que assola a maioria pobre do país está
colocando milhões de trabalhadoras e trabalhadores no limite de suas vidas. Além
das mortes por COVID-19, que já somam mais de 680 mil, provocadas pela atitude
criminosa e corrupta do Governo Federal em curso, sua política econômica colocou
50 milhões de pessoas em situação de fome e insegurança alimentar.
3. A atual política reduz salários, desqualifica e precariza o trabalho, os direitos e a
previdência; fecha indústrias e suas cadeias produtivas; sucateia e desvaloriza os
serviços públicos; desmonta políticas públicas –inclusive, a da Economia Solidária–;
privatiza empresas públicas, destrói nossas riquezas naturais e submete o conjunto da
nação brasileira aos interesses do capital financeiro e das multinacionais com a
entrega de nossas riquezas nacionais como a água, as florestas e biomas, minérios,
petróleo, entre outros. Vemos uma profunda destruição socioambiental com
devastações provocadas pela indústria madeireira, a do agronegócio e a mineradora –
Amazônia, Pantanal, Brumadinho e Mariana– acompanhadas de assassinatos e
ocupações de terras indígenas.

4. Sob o efeito da pandemia, aliado ao descontrole da política nacional, as
desigualdades sociais e ambientais foram acentuadas e as violações de direitos
humanos multiplicaram-se. Dentre os maiores impactados encontram-se os grupos
mais vulneráveis, tais como a população mais pobre, os negros e negras, nossos
povos indígenas, as mulheres, as pessoas idosas ou com deficiência. Grandes
impactos surgiram na economia do país e especialmente na geração de trabalho e
renda. A população registrou uma perda ou uma forte diminuição da sua renda, assim
como das oportunidades de trabalho. Ocorreu um aumento da fome e o agravamento
da insegurança alimentar das famílias, com impacto maior nas famílias das periferias
das cidades e das famílias do campo.
5. O modelo de desenvolvimento econômico vigente no país e no mundo, do
capitalismo neoliberal, ainda permanece ativo e busca na crise formas de se
reinventar. Preocupado em recuperar suas margens de lucro, tem se aproximado de
formas de autoritarismos governamentais, como já fez em outras épocas, criando um
totalitarismo neoliberal. No contexto da pandemia, vários setores aumentaram seus
lucros, como os setores financeiro, farmacêutico, da saúde, informática, entre outros.
No Brasil e na América Latina, aumentou o número de bilionários, assim como a
fortuna dos já existentes.
6. Não bastassem as consequências nefastas da pandemia, vivemos hoje um Brasil
atacado e ao mesmo tempo abandonado pelo atual presidente; um país que, outra
vez, figura nos índices internacionais da fome; que despreza e abandona a educação;
um Brasil do desemprego, do estímulo à violência, do machismo, da homofobia, do
preconceito religioso; um país autoritário e que desestimula e ataca a democracia; um
Brasil da corrupção e das fake news. Mas, definitivamente, esse não é o Brasil que
merecemos e com o qual sonhamos
7. Diante da crítica conjuntura político-econômica que assola o país –e que precariza
mais e mais a vida de nossa população–, e mesmo considerando as dificuldades que
tal contexto nos impõe, o Movimento da Economia Solidária Brasileira se posiciona
pela urgente retirada de Bolsonaro da presidência. Para isso, é fundamental eleger o
presidente Lula, possibilitando reconquistar os espaços democráticos e os direitos sociais. Fundamental também é eleger um Congresso Nacional (deputadas/os e
senadoras/es) progressista e Governos Estaduais comprometidos com uma agenda
democrática e que acreditem na Economia Solidária como uma forma possível,
equilibrada e viável de organizar o trabalho; uma forma coletiva, associada e
radicalmente democrática.
8. Nós, mulheres e homens fazedores dessa outra economia, uma economia
transformadora que nos acostumamos a chamar de Economia Solidária, não nos
contentamos com esse Brasil e com as precárias condições de vida impostas,
especialmente, pela irresponsabilidade e cinismo atual Governo Federal. Nós, que
somos tão diversas e diversos. Nós, do FBES; nós, dos Fóruns estaduais, regionais e
municipais; nós, das Entidades de Apoio e Fomento; nós, da Rede de Gestores de
Políticas Públicas de Economia Solidária; nós, das Entidades de Representação dos
Empreendimentos Econômicos Solidários; nós, mulheres e homens Quilombolas e
Indígenas; nós, mulheres feministas; nós, promotores de moedas sociais, da
agricultura agroecológica e das feiras orgânicas, dos grupos de consumo responsável;
nós, da agricultura familiar; nós, artesãs e artesãos; nós, catadoras e catadores de
materiais recicláveis; nós, periféricas e periféricos; nós, acadêmicas e acadêmicos
vinculadas/os e apoiadoras/es do Movimento; nós, dos movimentos estudantis; nós,
população LGBTQIA+; nós, das pastorais sociais, entidades nacionais e grupos
ecumênicos identificados com a Economia de Francisco e Clara, proposta pelo Papa
Francisco; nós, todas e todos trabalhadoras e trabalhadores que vemos no trabalho
coletivo-associado uma forma genuína, solidária e revolucionária de [re]organizar o
trabalho; nós não vamos nos calar diante de um Brasil em ruínas.
9. Confiamos na autogestão e por isso a praticamos e lutamos por ela todos os dias.
Autogestão que produz justiça econômica, que educa, que garante a propriedade
coletiva e a gestão democrática dos empreendimentos econômicos solidários,
desfazendo assim a estrutura opressora na qual “o patrão manda e o funcionário
obedece”; autogestão que garante o exercício da democracia radical (direta,
participativa, inclusiva) contra a desigualdade de participação política que é produto
da democracia representativa e seu caráter elitista e excludente.

10. Nós, do Movimento da Economia Solidária Brasileira não nos calaremos e sabemos
que não andamos sós. Não andamos sós porque, como dizia o professor Paul Singer,
a Economia Solidária há de ser o movimento dos movimentos porque se o trabalho
explorador atravessa a vida de todas as pessoas, o trabalho coletivo-associado
também haverá de atravessar. Não andamos sós porque andamos com o Movimento
dos Trabalhadores Ruais Sem-Terra (MST), com a Articulação Nacional de
Agroecologia (ANA), com a Articulação pelo Semiárido Brasileiro (ASA), com a
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), com os movimentos negros e
Quilombolas, com os movimentos de mulheres, com os movimentos LGBTQIA+,
com os movimentos de juventudes, com o povo da Segurança e Soberania Alimentar,
com o Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), com o Movimento dos
Trabalhadores Desempregados (MTD), com o povo da Assistência Social e com
tantos outros movimentos sociais e entidades comprometidas com a transformação e
com a justiça socioeconômica no Brasil.
11. Para que a Economia Solidária possa avançar na produção de alimentação saudável,
na inclusão socioeconômica do povo promovendo uma sociedade mais justa,
solidária é necessário que o Estado Brasileiro seja verdadeiramente Democrático e
Solidário, reconheça e fomente nossas formas econômicas coletivas.

Por tudo isso, reivindicamos:

12. A aprovação do marco legal da Economia Solidária de acordo com as demandas do
Movimento.
13. A criação do Fundo Nacional da Economia Solidária, a reativação do Conselho
Nacional de Economia Solidária (CNES); a criação do Ministério da Economia
Solidária; e, a criação do Sistema Nacional de Economia Solidária envolvendo
estados, municípios e organizações da sociedade civil.
14. Que a formulação e implementação da Política Nacional de Economia Solidária seja
planejada e que considere as demandas do Movimento, assim como reconheça as
diferenças culturais e territoriais brasileiras. Neste sentido, especificamente,
reivindicamos políticas que garantam: acesso à terra, águas, florestas para as
comunidades e aos meios de produção para a organização autônoma e autogestionária das trabalhadoras e trabalhadores; a proteção de terras dos povos
indígenas e dos quilombolas; políticas de apoio à comercialização por meio da
disponibilidade de espaços para organização de feiras de comercialização solidária;
compras governamentais e promoção do consumo responsável; políticas de educação
e políticas culturais para a solidariedade e a autogestão priorizando conhecimento
crítico, a diversidade cultural, a troca de saberes e a criação e disseminação da
tecnociência solidária; assim como uma economia com justiça tributária e proteção e
seguridade social universal.
VI Plenária Nacional de Economia Solidária
Fórum Brasileiro de Economia Solidária – FBES
16 de agosto de 2022

 

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Carta Compromisso do X Encontro Nacional das Signatárias da Plataforma MROSC as/aos Elegíveis em 2022 http://camp.org.br/2022/08/05/carta-compromisso-do-x-encontro-nacional-das-signatarias-da-plataforma-mrosc-asaos-elegiveis-em-2022/ http://camp.org.br/2022/08/05/carta-compromisso-do-x-encontro-nacional-das-signatarias-da-plataforma-mrosc-asaos-elegiveis-em-2022/#respond Fri, 05 Aug 2022 20:36:47 +0000 http://camp.org.br/?p=5802

Nos dias 13 e 12 de Junho, cerca de 75 representantes de Organizações da Sociedade Civil de todo o país participaram do X Encontro Nacional de Signatárias da Plataforma MROSC.

No encontro foi construída a Carta Compromisso do X Encontro Nacional das Signatárias da Plataforma MROSC as/aos Elegíveis em 2022, com as prioridades relacionadas à agenda MROSC para mobilização de candidatos/às no processo eleitoral de 2022.

Confira a carta aqui: Carta Compromisso- Plataforma MROSC

Fonte: https://plataformaosc.org.br/

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4° Feira de Economia Solidária da Rede Comunitária Morro da Cruz http://camp.org.br/2022/08/05/4-feira-de-economia-solidaria-da-rede-comunitaria-morro-da-cruz/ http://camp.org.br/2022/08/05/4-feira-de-economia-solidaria-da-rede-comunitaria-morro-da-cruz/#respond Fri, 05 Aug 2022 18:35:50 +0000 http://camp.org.br/?p=5799 Atividade que ocorrerá dia 13.08.2022, véspera do dia dos pais, possibilitará a comunidade do Morro da Cruz e aos visitantes comprar a produção local tanto o presente para o dia dos pais como pães, cucas, bolachas, geleias para tomar o café da manhã ou da tarde com os pais no domingo.

A novidade desta feira é que vai ter alimentos como arroz, feijão, leite em pó, geleias, embutidos da Agricultura Familiar a preço baixo, pois vem direto dos Assentamentos do MST e da Agricultura Familiar (REDECOP), a feira conta também com o apoio da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por Sindicato parceiros como: o Sindicato dos Petroleiros, Bancários, Metalúrgicos de Porto Alegre, Sintergs.

“Segundo Jacy dos Santos da Associação de Moradores do Morro da Cruz, queremos oferecer produtos de qualidade e, que as pessoas consigam comprar graças aos apoios que estamos recebendo, vamos conseguir fazer isso a partir desta feira de agosto”.

O horário de comercialização será das 9hs às 17hs

P R O G R A M A Ç Ã O

Na parte da manhã vai ter oficinas temáticas e práticas entre 09hs até as 11hs. No final da manhã o grupo musical Sons do Morro do EMEF Judhit Araújo vai se apresentar.

Ao meio-dia vai ter um almoço de custo no valor de R$ 10,00 na sede da Associação de Moradores do Morro da Cruz. Este almoço tem como objetivo arrecadar recursos para a reforma da cozinha da Associação de Moradores do Morro da Cruz, por isso além do valor do almoço cada apoiador e apoiadora desta causa é convidado a fazer uma doação de qualquer valor.

Segundo Paulo Becker, do MTD, este almoço é o início do nossa restaurante popular que em breve vai começar a servir almoço à preço popular, de segunda-feira à sexta-feira, para os moradores da região”.

Para almoçar no dia da feira é preciso agendar com um dia de antecedência,
com Paulo Becker F: 996028799.

Na parte da tarde, às 14hs, vamos ter a Assembleia Popular com o tema a Fome Voltou! E agora? Medidas de combate a fome tiradas na conferência estadual de segurança alimentar e nutricional.

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