Economia Solidária resgata autonomia de pessoas em situação de rua no RS

“Foi investido R$ 1,4 milhão no projeto, que capacita 150 pessoas em situação de rua a desenvolver núcleos econômicos na Grande Porto Alegre

Produzir sabão artesanal, aprender a reciclar papel, fazer cerâmica, fotografar e com as fotos criar cartões-postais. Esses são alguns trabalhos que estão permitindo uma nova perspectiva a pessoas em situação de rua na Grande Porto Alegre. Por meio do projeto EcoSol Pop Rua, realizado pela entidade Camp com apoio do Ministério do Trabalho (MTb), cerca de 150 pessoas são acolhidas e capacitadas para desenvolver habilidades e a resgatar cidadania.

“Com esse projeto, nós conseguimos duas grandes coisas: estimular a economia solidária e resgatar a cidadania das pessoas em situação de rua. Aliar a possibilidade de geração de renda com a cobertura social daqueles que mais precisam é fundamental para fazermos o Brasil mais justo”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Segundo a Subsecretaria de Economia Solidária (Senaes), o MTb investiu R$ 1,48 milhão no convênio com a cooperativa Camp para fomentar a inclusão social e autonomia econômica das pessoas em situação de rua.

“O objetivo do Ministério é fomentar iniciativas coletivas que gerem trabalho e renda a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A exemplo do projeto de Porto Alegre, temos no país outros convênios que trabalham com grupos de jovens e adolescentes com situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo; de egressos de prisões; de deficientes psíquicos e mentais etc.”, afirmou o subsecretário da Senaes, Natalino Oldakoski.

A coordenadora do projeto EcoSol Pop Rua, Letícia Balester, afirma que o convênio com o MTb permitiu potencializar coletivos que existiam na capital gaúcha apenas como unidades terapêuticas para essas pessoas. “O apoio do Ministério foi fundamental para transformar essas experiências existentes com caráter terapêutico em uma política de trabalho e renda efetiva.”

Segundo ela, o projeto desenvolve quatro coletivos na Região Metropolitana de Porto Alegre. Há o núcleo de trabalho educativo do papel artesanal e cerâmica, que funciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre. Este tem produção média mensal de 20 a 70 peças mês, dependendo do tipo de peça. Outro núcleo é do sabão artesanal, desenvolvido no Coletivo Ecológico de Reciclagem Todos Unidos de Canoas que produz 180 peças por mês.

Há ainda o Fundo Resistência POP Rua do Movimento Nacional da População em Situação de Rua do núcleo de Base da Região Sul, que produz botons (média 100 por mês) entre outras estratégias de arrecadação de recursos.

“Além da produção específica da cada coletivo todos tiveram a oportunidade de realizar a produção de cartões postais a partir de fotos que foram registradas por eles. Também realizamos a 1ª exposição de fotografia da Escola Porto Alegre e ainda teremos a de Canoas e do Fundo do Movimento Nacional de População de Rua”, conta a coordenadora.

Evento
Essas experiências coletivas de fomento de renda e emprego baseadas nos princípios e valores da economia solidária deram tão certo que vão resultar em uma amostra coletiva. O evento está programado para ocorrer entre os dias 3 e 31 de outubro na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

“Um dos principais avanços do projeto foi oportunizar que os coletivos se relacionassem com outros atores da economia solidária e assim vislumbrassem a sustentabilidade, mas também a pluralidade e a troca de saberes. Atualmente os coletivos foram inseridos na Rede de Comércio Justo e Solidário da Fundação Luterana da Diaconia e na Associação Contraponto [espaço de comercialização e formação junto ao Núcleo de Economia Alternativa e coletivos associados]”, destaca Letícia.

Encerramento
O projeto, no entanto, está com os dias contados. O convênio com o MTb se encerra em outubro de 2017. “Acreditamos, porém, que há possibilidade de eles se manterem autonomamente, porém ainda é possível desenvolver outras atividades para ampliar as ações que já vêm sendo desenvolvidas”, pondera a coordenadora.”

Importante registrar que o projeto está em andamento desde fevereiro de 2015 e que foi uma demanda do MNPR – Movimento Nacional da População em Situação de Rua para o Governo federal, tendo em vista a importância da Geração de Trabalho e Renda para esta população. Além disso, o CAMP se constitui em uma Organização da Sociedade Civil e nao em Cooperativa.

Fonte: http://trabalho.gov.br/noticias/4754-economia-solidaria-do-resgata-autonomia-de-pessoas-em-situacao-de-rua-no-rs
Ministério do Trabalho
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Publicado: Quarta, 05 de Julho de 2017, 13h31

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